sábado, 26 de fevereiro de 2011

Argumentum ad Auctoritatem

Várias vezes na vida não é possível fazer o que se deseja pelos simples fato que você tem que respeitar a Autoridade. Seja ela o governo, a polícia, seu chefe, ou (no meu caso) seus pais. É claro que respeitar as autoridades é importante para uma boa vida em sociedade, já que sem elas o mundo viraria um caos completo. Imagine um mundo sem nenhum tipo de lei ou regra? De início, ia ser maravilhoso. Nada de escola, trabalho, governo. Só sexo, drogas e rock and roll (Não que eu seja exatamente a favor). Não dou três dias pra baixar o Apocalipse.
Enfim, se você imaginou tudo que poderia acontecer com essa total falta de regra assim como eu imaginei, vai dar para entender onde eu quero chegar. As autoridades são necessárias. Mas e quando elas começam a... exagerar?
Quantas vezes você não já se sentiu frustrado, irritado ou submisso (e também com uma louca vontade de mandar todo mundo à merda) por ter que aceitar uma ordem que parece não ter sentido nenhum apenas por que ela foi dita por uma autoridade? E se, por um acaso, um questionamento for feito - por mais inofensivo que ele seja - praticamente a única resposta que você vai receber é um ríspido 'Porque eu sou a autoridade, eu mando você fazer isso e você apenas obedece'. E é ai que você nota o autoritarismo excessivo. (Bum, descobri o Brasil)
A autoritariedade está presente nas nossas vidas desde sempre, atrapalhando tudo. É só olhar da Idade Média Européia, séculos de submissão à Igreja Católica, que se utilizava do argumentum ad auctoritatem (é em latim pra ficar mais chique e dar a impressão de que eu sou mais inteligente do que pareço, o que é verdade) até os dias de hoje, onde as pessoas usam e abusam da sua falsa autoridade pra fazerem o que querem.
Cabe a nós mesmos não deixarmos a autoridade nos dominar. De fato, precisamos dela. Mas como tudo em excesso faz mal (inclusive chocolate, o que é uma pena), aprender a se defender disso pode ser bem útil, antes que você vire um ser submisso e sem opinião que segue as ordens de todo mundo. Logicamente, com um pouco de sensatez. Não dá pra chegar pro seu chefe, por exemplo, e soltar os cachorros dizendo que ele é autoritário. A menos que você queira estar desempregado no fim do dia. Mas, se você for algum tipo de louco, manda ver, cara! E me chama pra ver, claro.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

(In)Frequência e Explicações

Como sou uma pessoa muito ocupada (porque nem mesmo eu acredito nisso?!), eu nunca lembro de postar. Acho que não me acostumei a ter um blog, do mesmo jeito que eu nunca me acostumei a ter um diário. Perdi as contas de quantos cadernos com cadeado e chave eu ganhei até os doze anos, quando minha mãe ainda acreditava que a minha alma seguiria para os campos floridos e rosados das garotinhas normais. Para ela, infelizmente, eu me tornei o total oposto da definição de 'normal' do Aurélio. Para mim, entretando, o conceito de normal ainda é válido.
Enfim, antes que eu começe a divagar sobre assustos estranhos da minha vida (que eu creio que daria uma biografia melhor - ou pelo menos mais engraçada - que a do Justin Bieber), explicarei o porque do nome tão óbvio deste post: a minha Frequencia escrevendo aqui. Acho que deu pra notar que eu não sou exatamente a rainha da assiduidade e da persistência. Aqueles que me conhecem sabem da minha árdua luta para terminar o 'Prólogo' (Sim! Eu cheguei na segunda página!). Então, para os meus leitores imaginários e invisíveis, e também para aqueles que eu forcei a ler, um aviso: eu não vou escrever sempre.
E, já que o Momento Explicações começou, vou explicar o nome do blog e o meu, hm, Apelido. O nome Haunted Paradise, ao contrário do que se pode pensar, não é um nome simbólico ou que tenha alguma relação com algo que eu goste, siga ou faça. Na verdade, foi uma simples idéia que me surgiu na cabeça por falta de criatividade. Paraíso Assombrado, na minha tradução via Google Translate, foi simplesmente a única coisa que veio na minha cabeça, já que eu estava escutando Haunted do Evanescence e salvando algumas fotos de anjos anime (é, eu gosto de animes, se não deu pra notar) ao mesmo tempo. E, como eu disse, num momento muito criativo de minha parte, eu juntei 'Paraíso' (porque anjos me lembram paraíso, não céu) com 'Assombrado' e FIM, temos um nome esquisito para um blog.
Quanto ao Sweet Nightmare, é porque eu gosto da palavra Sweet e eu também gosto da palavra Nightmare. E, em mais um momento de criatividade, eu juntei as duas coisas.
The End.

P.s.: Momento Explicação não acontece com muita frequência, assim como os posts.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dias de Ressaca


Sabe aqueles dias em que tudo parece estar encaminhado para dar certo mas, no fim das contas, absolutamente tudo dá errado?

Pois é. Aquele tipo de dia em que você se arrepende de não ter fingido uma febre e ter faltado o colégio, ou ligado para o chefe com aquela típica voz de 'estou morrendo de tuberculose' (claro que isso não é exatamente uma solução decente, mas... realmente teria resolvido muita coisa. Contraditório, não?).
Eu me habituei a chamar esses dias de Dias de Ressaca. Não pelo fato de você realmente estar de ressaca (apesar de dar vontade realmente de encher a cara de álcool - no meu caso, de guaraná), mas pelo fato de que a única coisa que você quer é encontrar um meio de esquecer tudo que aconteceu. Você se joga na cama, afunda a cara no travesseiro, e, quando acorda, se lembra e diz 'puts, eu não acredito que eu fiz isso'. Então, você vai com aquele sorrisinho amarelo encarar a todo mundo.
Em plena estréia de Harry Potter (sim, como toda adolescente, também tenho meus ídolos), eu consigo um dia de ressaca pra me alegrar. E pior que este nem foi provocado por mim, mas, claro, quem acabou sofrendo fui eu. Passei mais ou menos uma hora andando na direção da minha casa, sem a mínima vontade de pegar um ônibus. Nem sequer cheguei na metade do caminho, claro. Por sorte, não fui assaltada, estuprada e morta (exagero da minha parte, mas, no mundo atual, o que podemos esperar?). No fim das contas, tive de voltar pra casa. Cansada, suada, magoada, e sozinha. Porque, como sempre, nunca tem ninguém em casa antes das onze.
Meu consolo? Um bom computador pra descontar a raiva e a frustração (raiva: riscar no paint; frustração: escolher um alvo no MSN e contar o que aconteceu. Típica atitude feminina) e uma boa - e grande! - barra de chocolate. Alguém ai vai ter que me pagar uma academia depois disso.
Bom, não é exatamente o melhor jeito de começar um blog. Mas não há muito o que esperar, de fato. O que você esperaria? Posts inteligentes, recheados de sarcasmo e lições de moral? Pois é. Não conte comigo.
Afinal, alguém realmente leria isso?